Uma frase foi constantemente repetida nestes últimos meses: “a saúde vem primeiro, a economia a gente vê depois”. O “depois” aparentemente chegou. Tivemos a economia prejudicada no mundo todo e os mais prejudicados, como na grande maioria das vezes em que há intervenção do governo, são os mais pobres.
Novo documento da Oxfam, confederação que atua na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça, revela que até 12 mil pessoas podem morrer de fome por dia no mundo até o final do ano devido à pandemia. 

Uma falsa oposição

Por: Bartô 
 

Economia e

saúde 

O Brasil está entre os prováveis epicentros globais da fome, junto a Índia e África do Sul. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que afirma: “a pandemia da COVID-19 representa uma ameaça à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades mais vulneráveis do mundo.”
Não quero aqui negar a existência dos perigos da doença, mas é bom frisar que estamos diante de um dilema que não parece tão difícil assim de resolver. Milhões de pessoas estão perdendo seus empregos e, portanto, se alimentando menos e pior. Por conta do fechamento de equipamentos públicos, a assistência a crianças e idosos carentes reduziu. As consequências da interrupção quase que indiscriminada da atividade econômica deve trazer consequências piores do que a própria doença.
Voltando à frase do início, é preciso entender o que significa “economia”. Este termo vem do grego e significa algo como “administração da casa”, e seu significado se expandiu a tudo relacionado à decisões no processo produtivo. E a saúde, antes de ser um direito, é também um bem ao qual temos acesso facilitado quando a economia vai bem. Nunca na história do mundo chegamos a um nível tão grande de expectativa de vida e acesso a bens materiais, incluindo insumos para tratamentos de saúde. Isso se deu graças à alta produtividade de nossa época.
Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus, o mundo passou a produzir menos por determinação de governantes de diversos países. No começo era natural, considerando que havia um desconhecimento acerca do grau letalidade do vírus, comparando com os estragos que fechamento de empreendimentos poderiam causar. Mas o tempo passou e ficou claro que houve um exagero nas medidas e pessoas que tiveram a sorte de não serem vitimadas pelo vírus chinês, estão sendo vitimadas pela falta de emprego. E a queda da produtividade, somada à alteração das prioridades dos produtores, acabou gerando aumento no preço de produtos essenciais, como arroz, óleo e carne.
Está claro que devemos repensar a atuação do governo, pois ele sabem menos das necessidades das pessoas do que elas próprias. E há uma indignação generalvizada dessa retração da atividade econômica, que precisa ser repensada. É necessário sim, continuarmos tomando alguns cuidados, mas isso não pode ser impeditivo para as pessoas pararem de conseguir seu próprio sustento.

© 2020  Deputado Bartolomeo Moreira. Todos os direitos reservados

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