Muito se fala da importância de todo mundo tomar a vacina contra a Covid de maneira espontânea assim que sua segurança e eficácia contra a doença sejam comprovadas. Mas antes mesmo de termos vacina por aqui, quanto mais uma vacina segura e eficaz, já começaram as discussões acerca da

obrigatorie­dade ou não da vacina.

Por: Bartô 
 

VACINAÇÃO

COVID-19

Acredito que tomar vacinas é importante, tanto que a minha carteirinha de vacinação está em dia. Minha intenção aqui não é me alongar aqui em discussões técnicas relacionadas à efetividade das vacinas contra a Covid19 que estão sendo produzidas e compradas. Ainda estão sendo feitos testes e a vacina será disponibilizada pouco tempo depois dos primeiros estudos sobre sua eficácia e possíveis contraindicações, comparadas a outras vacinas que chegaram ao mercado apenas depois de anos de testes.

Não quero também me alongar aqui sobre o fato de a discussão sobre a obrigatoriedade das vacinas se torna sem sentido quando se ignora o fato de que não haverá vacina para todos. Aprendemos nas primeiras aulas de economia (e deveriam todos aprender quando crianças) que os recursos são escassos. Com o mundo inteiro demandando vacina e a dificuldade de produzi-la em escala global, dificilmente haverá doses disponíveis para todo mundo. O natural é que as vacinas sejam disponibilizadas, primeiramente, para aqueles que são do chamado grupo de risco.

O que devemos discutir aqui é um princípio que deveria ser a base de uma sociedade saudável: a liberdade. Durante os últimos meses, em que estivemos em uma pandemia, estivemos não apenas expostos a um perigo de uma doença infectocontagiosa, mas também dos perigos do totalitarismo, que surgiu com força nos tirando a liberdade em nome de uma suposta segurança que só estado seria capaz de nos oferecer.

Já estão sendo sugeridas diversas punições e restrições à liberdade de pessoas que se recusarem a tomar vacinas. É tolice pensar que pessoas não gostariam de tomar uma vacina que as curaria de uma doença perigosa e não tivesse nenhum efeito colateral. Mas esta vacina será disponibilizada em um ambiente claro de incertezas. E a incerteza e os riscos são as principais características da ação humana.

No entanto, o governo, que deveria servir estas pessoas, usa de ações invasivas em nome de uma suposta segurança coletiva. É um absurdo que demonstra claramente que, a além de haver uma falta de confiança na eficácia da vacina – se ela funciona em todo mundo que a tomou, não haveria motivo para se preocupar com os poucos que se recusariam a toma-la – há também uma ânsia de controlar as ações de indivíduos que deveriam ser responsáveis por suas próprias decisões.

Por isso, protocolei o Projeto de Lei 2244/2020, que propõe a revogação de toda ação compulsória do governo envolvendo vacinação e outras medidas profiláticas para o enfrentamento da pandemia. Fica aqui minha esperança e torcida para que o enfrentamento dessa, como de tantas outras doenças, seja exitosa. Mas isso não pode ser motivo para que ações do governo, em nome de uma suposta segurança, interfiram em nosso bem maior, que é a liberdade.

© 2020  Deputado Bartolomeo Moreira. Todos os direitos reservados

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