A eleição está chegando e sempre nesse período temos que relembrar a importância do voto. Comigo não será diferente. Mas vou procurar ter uma abordagem diferenciada daquela que virou senso comum.

Muito se diz que o voto é o que temos de mais importante na democracia, pois é através dele que escolhemos nossos representantes e vai, portanto, levar adiante a vontade do povo. De fato, durante a eleição os candidatos que ganham em geral representam, para o bem ou para o mal, a vontade da maioria da população. O problema é que, infelizmente, essas vontades podem ser de anseios de curto prazo. Por isso muita gente vende o voto por pequenas benesses imediatas ou promessa

de algum cargo.

Por: Bartô 
 

Voto e participação:

os remos da democracia

A eleição está chegando e sempre nesse período temos que relembrar a importância do voto. Comigo não será diferente. Mas vou procurar ter uma abordagem diferenciada daquela que virou senso comum.

Muito se diz que o voto é o que temos de mais importante na democracia, pois é através dele que escolhemos nossos representantes e vai, portanto, levar adiante a vontade do povo. De fato, durante a eleição os candidatos que ganham em geral representam, para o bem ou para o mal, a vontade da maioria da população. O problema é que, infelizmente, essas vontades podem ser de anseios de curto prazo. Por isso muita gente vende o voto por pequenas benesses imediatas ou promessa de algum cargo.

É evidente que o cidadão, cada vez mais consciente da importância do seu papel, passa a condenar essas práticas e a classe política tem buscado meios mais éticos de conseguir votos. E assim políticos bem-intencionados chegam ao poder com a promessa de fazer coisas boas pela população, mas pouco conseguem fazer. Político honesto e bem-intencionado? Acredite! Isso acontece bem mais do que diz o senso comum, “de achar que todo político é ladrão”.

O problema é que as ações podem não refletir os anseios daqueles que são a maioria na hora que o jogo político efetivamente começa, após a posse dos novos governantes e legisladores. Muitos políticos são suscetíveis à pressão de grupos de interesse que prometem prestígio e votos ou têm preocupação de serem expostos como inimigos de determinada categoria. E acabam, por fim, atuando a favor desses interesses, em detrimento da população, que muitas vezes paga a conta. É por isso que a participação do cidadão comum é fundamental, para demonstrar qual é o real sentimento da grande maioria da população, que pouco se manifesta fora do período eleitoral.

Digo que voto e participação são remos da democracia porque podemos usar uma analogia que é bastante usada em palestras corporativas, que dizem que no desenvolvimento pessoal, ação e conhecimento são como dois remos de um caiaque, que vai andar em círculos se você remar de um lado só e, portanto, ficará no mesmo lugar. Se você tem apenas conhecimento, mas não age, ou age sem saber o que realmente deve ser feito, você nunca vai sair do lugar. Creio que fica fácil entender que essa analogia também serve para uma sociedade democrática.

E é por isso que, nesse 15 de novembro, convido a você para votar consciente, pesquisando as bandeiras que os candidatos que você pensa em votar efetivamente defendem, quem os apoia e o que ele fez durante sua vida que o credencia para merecer seu voto. E, principalmente, se ele demonstra convicção e coragem para enfrentar grupos que desejam servir-se do estado e com isso prejudicar a sociedade.Mas também é preciso ter a consciência que o trabalho não pode parar na hora de clicar no botão verde da urna eletrônica. É preciso estar ao lado do seu representante e verificar se ele está realmente comprometido com as causas que o motivou a votar nele. O voto é importante, porém, não custa lembrar que ele é só o começo da jornada. Caso contrário, você verá que a sociedade não vai mudar, assim como o caiaque que, não vai sair do lugar.

© 2020  Deputado Bartolomeo Moreira. Todos os direitos reservados

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